Documentação como entregável
Toda decisão técnica gera um documento de arquitetura curto, indexado e revisado. Quem assume o sistema seis meses depois encontra o histórico completo.
Operamos desde 2014 a partir de São Paulo. Atendemos cerca de quinze clientes corporativos por ano, com squads dedicadas e um corpo técnico de trinta e quatro engenheiros internos.
O estúdio nasceu de uma constatação simples. Empresas brasileiras de médio porte contratavam projetos de software como obras pontuais, e herdavam, ao final, sistemas que ninguém mais sabia operar. O custo aparecia depois — em três anos, no terceiro incidente grave.
A Órbita foi montada para entregar o oposto desse modelo. Quem assina o diagnóstico inicial também participa do plantão das primeiras semanas em produção. Esse vínculo entre projeto e operação está na base do método.
Os princípios abaixo aparecem nos contratos, nas cerimônias de revisão e na avaliação de desempenho interno. Não são aspirações de slide.
Toda decisão técnica gera um documento de arquitetura curto, indexado e revisado. Quem assume o sistema seis meses depois encontra o histórico completo.
Engenheiros da Órbita participam da escala de plantão durante o período de estabilização. O conhecimento operacional é transferido antes do encerramento do contrato.
Aceitamos um número limitado de engajamentos simultâneos para preservar a profundidade do trabalho. A lista de espera é pública para os clientes em conversa ativa.
Um produto bem construído paga o próprio custo de manutenção. Quando isso não acontece, há uma decisão de engenharia mal feita em algum ponto da história — e a investigação começa por ali.
— Renata Maciel, Diretora de EngenhariaO corpo técnico se divide entre produto, plataforma e dados. Cada frente é conduzida por um líder com responsabilidade direta sobre os engajamentos correspondentes. Não há gerência intermediária entre o engenheiro e a diretoria.
A admissão é feita por indicação interna e por dois processos abertos anuais. O tempo médio de permanência é de cinco anos e quatro meses, índice raro no setor.
Mantemos um programa de residência técnica de doze meses, voltado a profissionais com formação adjacente à computação. A turma atual tem seis residentes.
A liderança técnica participa diretamente das revisões trimestrais e da definição da arquitetura de referência em cada engajamento.
Engenheira de software com formação em sistemas distribuídos pela USP. Quinze anos atuando em plataformas de alta disponibilidade.
Conduz a frente de plataformas internas. Responsável pelos contratos de SLA e pela escala de plantão técnico.
Coordena a prática de plataformas analíticas. Atuou em modernizações em saúde suplementar, varejo e setor público.
Lidera a operação de plantão e a residência técnica do estúdio. Mantém o programa de pós-incidente da casa.
Recebemos diretorias e times de produto em um primeiro encontro de cinquenta minutos. Saímos com um documento curto de escopo preliminar, útil para sua organização independentemente de seguirmos.